quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

Feliz Natal


A todos os meus amigos:

Gostaria que neste Natal se detivessem a pensar em todas as boas recordações de infância, da vossa adolescência.... De quando o importante era a reunião em família, a descoberta dos presentes no sapatinho, o acordar na manhã de Natal com o cheiro a sonhos ainda por realizar... Fechem os olhos e sintam o aroma a Natal, ouçam os risos, os de hoje e os de outrora.

Sintam o Natal. Por vocês e por todos aqueles que não o podem sentir do mesmo modo.
Celebremos o Natal como ele deve ser celebrado: com os nossos corações. Feliz Natal! ;)


segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Expressão ausente...

Como todos os dias, olhou-se ao espelho antes de sair de casa. Baixou os olhos por um instante e depois voltou a enfrentar o seu reflexo, esperando não ver outra vez aquela expressão ausente de quem perdeu o contacto com a realidade… inútil, estava sempre lá. Respirou fundo, desceu as escadas, abriu a porta de casa e lentamente entrou no cinzento da manhã… ou deixou que ele entrasse em si como se de uma doce melodia se tratasse…
Levava consigo as reflexões de uma madrugada de incertezas, e no olhar, o peso do sono e do cansaço desconcertado que teimava em acompanhá-la.
Sentia que estava a acotovelar e a ser acotovelada por uma multidão, mas, ainda assim, deixou-se seduzir pelo silêncio das recordações inventadas e pareceu-lhe mais fácil reencontrar o abraço solitário que tanta falta lhe fazia naquele Outono tão vazio de orquídeas e de violinos
De 0 a 20: salpicos de emoções de Outono... quem não os tem?

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Parabéns...a mim...

"(...)Hoje é o meu Aniversário

Hoje mais uma janela se abre

Diante dos meus olhos..

Hoje proponho procurar-me a mim mesma..

Viajar por dentro de mim..

Percorrer os trilhos da Vida

Com optimismo...

Com esperança...

Com alegria...

Com um sorriso..

Procurando ser melhor

A cada dia.. A cada ano...

Procurando a felicidade...

Hoje é o meu Aniversário

Hoje ouso gritar

Que existo...

Que sou linda...

Que mereço ser feliz...

Hoje é o meu Aniversário

Hoje mando um sorriso especial

A todos os meus Amigos...

Um sorriso para os meus velhos Amigos...

Um sorriso para os meus novos Amigos...

Um sorriso para todos

Os que fazem parte da minha Vida..

Um sorriso pelas brincadeiras..

Um sorriso pelo apoio...

Um sorriso pela companhia..

Um sorriso pela paciência..

Um sorriso pela amizade..

Um sorriso sincero...cheio de luz, cheio de cor..."

(Música de Lúcia Moniz)


De 0 a 20: Desta vez são 24 velinhas :)
(Perdoem a ausência...volto devagarinho, mas volto sempre, vocês sabem que sim! beijinhos :)

terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Construir o feliz, mas sem final...

Porque ainda acredito nos recomeços... Aceito recomeçar a minha "estória" a teu lado!
O " e foram felizes para sempre" deixo-o nos livros e nos filmes cor-de-rosa... não, não sou pessimista! Sou apenas uma optimista com os pezinhos bem assentes no chão... Continuo a sonhar e a desejar o meu final feliz, mas sou realista o suficiente para saber que a vida nem sempre corre da forma perfeitinha como idealizamos... nem todos os momentos são fáceis, nem todas as histórias terminam com um final feliz, mas a cada novo dia há sempre a oportunidade de um recomeço... e isso posso prometer-te... recomeçar um novo caminho a teu lado com o coração repleto de esperança e talvez sejamos felizes, mas sem o final...!
De 0 a 20: Apenas porque aprendi que depois de um "final feliz" começa sempre outra "estória" bem diferente...
E vocês, acreditam em "finais felizes", ou num "felizes, mas sem final"?
Foto de: Christiana Franco

terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Ao meu Passado...

Querido passado,

Agarrei-me a ti o mais que pude numa tentativa desesperada de colocar reticências na minha vida em vez de um grande ponto final
Reli todas as frases dessa história fascinante que insistias em manter inigualável; Decorei os traços das letras que continham o peso dos momentos menos bons, a lucidez de cada sorriso, até mesmo os parágrafos que descreviam longos passeios de mãos dadas; Relembrei todas as velhas memórias que me sussurravas todas as noites ao ouvido; Chorei quando me gritaste, de forma estridente, que nunca conseguiria libertar-me de ti; Desesperei quando insinuaste que não seria capaz de voltar a amar, senti-me desamparada sempre que me obrigaste a elevar as minhas defesas ao máximo, evitando assim, em todos os momentos, uma possível aproximação de quem quer que fosse; Cedi muitas das vezes aos teus caprichos e mantive-me isolada, silenciada, sofrida, chorosa, perdida…
Por ti, quase desisti dos meus sonhos; os meus passos tornaram-se lentos, e os pés, pesados, já pouco levantavam do chão; quase me fizeste acreditar que não conseguia dar os meus próprios passos sem estar presa ao falso equilíbrio que me transmitias através das linhas grossas da apatia.
Por ti, dispensei a companhia das pessoas que durante uma vida inteira me mostraram como sorrir de forma completa e sincera...
Enganaste-me!! Fizeste-me acreditar que caminhar de mãos dadas contigo seria sinónimo de cicatrização de todas as feridas que a ausência dele deixou na minha alma… fizeste-me acreditar que adormecer com as tuas histórias de embalar poderiam livrar-me das insónias, quando no fundo, afastavam apenas e cada vez mais, de mim a serenidade de que eu tanto precisava para diminuir um pouco a intensidade da minha dor…
Agarraste-me pelo braço, apertaste-o e fizeste-me caminhar descalça, por cima de brasas quase intermináveis… as dores eram insuportáveis …eu chorei, implorei, mas ainda assim não me largaste, e apesar das inúmeras tentativas, não permitiste que eu me libertasse das tuas garras transparentes com a pouca força que me restava… já não tenho noção do tempo, ou de quantas vezes o fizeste, mas, recordo-me que nesses momentos, agarrada à pouca lucidez que ainda havia em mim, pedia incessantemente à esperança que voltasse a habitar o meu coração, que me salvasse daquela tortura insuportável… e ela, nos escassos momentos em que me deixavas esquecida na imensa escuridão daquele calabouço, apareceu, sob a forma de um abraço apertadinho, de mãos suaves que acariciavam o meu rosto cansado… e ficava ali comigo, com visitas cada vez mais demoradas. Até que houve um dia em que ela não precisou de ir embora, porque tu não regressaste. Porque eu não permiti que tu regressasses...
Provocaste, em mim, uma dor superior á dor da minha perda... sim eu sei, culpa minha. Confiei cegamente em tiseduziste-me com esse teu charme fácil, de quem tem a magia de permitir que outros continuem o resto das suas vidas a reviver determinados momentos uma e outra e outra e outra vez. Pois bem, revivi o quanto baste, durante o tempo mais do que suficiente para guardar, apenas as coisas que me fizeram crescer em muitos aspectos. ..
Ensinaste-me a maior lição da minha vida, mas não vou agradecer-te, porque essa foi adquirida apenas ás minhas custas e só eu sei o quanto doeu sabe-la de cor e salteado, da forma como agora sei…
Quero que saibas que assim que sair por aquela porta, vou respirar fundo, vou fechar os olhos e voltar a encher os pulmões de ar, talvez, quem sabe, para levar a todas as esquinas do meu interior um pouco da paz de espírito que sei que vou sentir…
Saio hoje daqui com uma única certeza: Nunca mais vivo em tua função, nunca mais vivo em função do passado. Nem sequer uma espreitadela inocente, nada! Todas as lições que me deste estão agora guardadas num cantinho da minha alma e é lá que regresso sempre que precisar, porque a ti, ou a esta tua casa traiçoeira NUNCA MAIS! Mesmo!


P.s: Deixo todas as minhas velhas memórias aqui, não quero mais o peso dessas bagagens de areia a atrasar os meus passos. Saio apenas com a leveza, o sorriso e a serenidade de quem sente novamente o seu coração bater em corpo alheio… são tantos os sonhos que me esperam… tenho pressa de viver… vou correr sem olhar para trás…!

Até nunca mais.
Christiana Franco

De 0 a 20: A vida por vezes abre-nos as portas para os seus maravilhosos labirintos, mas só entramos se quisermos. Podemos sempre recusar o convite. Eu recusei... tarde, mas recusei ;) A todos aquelas que, como eu, cairiam no erro de ficar agarradinhos ao passado, está na hora de cortar essas linhas, porque no fim do caminho está um enorme beco sem saída! Não tem mal admitirmos que erramos...acreditem, não é assim tão dificil quanto parece! ;)

sábado, 11 de Julho de 2009

A última dança...

Sentia que a sua alma estava carregada de orvalho e a sua respiração era adensada naquela noite…
…não queria estar ali. As cores vivas das paredes do seu quarto tinham desaparecido e dado lugar ao cinzento sujo e gasto de um calabouço…sentia-se cada vez mais sufocada…
Agarrou no casaco cor de pêssego, fechou silenciosamente a porta de casa e caminhou em passos lentos sobre a calçada redonda já gasta pelos passos errantes de outros, que, como ela procuravam naquele mesmo trajecto as estrelas gordas e brilhantes que gostariam de ter penduradas no céu das suas vidas…
Cabisbaixa, olhos tristes… parecia querer reencontrar naquele chão um pouco da esperança que um dia, por descuido, deixou cair do bolso das calças gastas.
Os pés continuavam em movimento, mas ela sentia-se parada, tudo à sua volta estava estagnado, apenas os pés se moviam e o coração batia num louco descompasso enquanto reencontrava escassamente alguns farrapos de memórias de conversas, de sorrisos… no fundo, farrapos de um amor já cansado de ser reinventado…
Uma onda de dor invadiu todo o seu corpo, o ar tremia e sempre que o relembrava ela tinha a horrível sensação de que estava continuamente a ser empurrada de um penhasco abaixo, mas não caía, ficava ali agarrada, com feridas nas mãos e já sem força para continuar a segurar-se… e a segurar-se e a aguentar a dor, e a não desistir de se manter no cimo do penhasco…
A calçada termina, ela pára. Segue-se apenas um pequeno trilho até aos bancos de madeira da praia. Ela hesita. A dor volta a emergir-lhe por dentro e ela lembra-se das longas caminhadas de mãos dadas… retoma o caminho, senta-se no banco habitual e fica apenas a observar o mar crespo… perdeu-se no tempo, perdeu-se por entre os seus próprios pensamentos… passos na areia… ela vira-se. Reconheceu-lhe a sua Silhueta. Sorriu. Ele sorriu. Aproximou-se e sentou-se ao lado dela.
Os braços dele puseram-se à volta dela num abraço doce e ela sentia o seu coração bater através da camisa. Ou seria o dela? Não tinha a certeza… Mas deixou-se ficar em silêncio, deliciada com a serenidade que a presença dele a fazia sentir. Os corpos finalmente sentiram que não havia mais distância entre o amor.
Danças comigo? perguntou ele.
Ela sorriu e levantou-se. Abraçou-a carinhosamente e enquanto os pés rodopiavam lentamente:
Sabes que vou amar-te para sempre? Sussurrou-lhe ao ouvido ternuramente.
Ela apenas confirmou com um harmonioso movimento da cabeça.
Então guarda-me bem dentro de ti e abre o teu coração a um novo amor.
Porque é fácil amar-te, é fácil fazer-te feliz, basta que tu o permitas
.
Ela afasta-se. Ele puxa-a suavemente pela mão Já chega de sofrimento borboleta, tens de te libertar de mim, há um mundo de cores e sorrisos à tua espera… Abres o coração a um novo amor? A uma nova oportunidade de ser feliz? Fazes isso por ti e por mim?
Ela olhou para cima e ficou surpreendida com a doçura dos olhos lacrimejantes com que ele a mirava, repletos de sentimento, de significado… Ele encostou a face dela ao seu ombro, ela chorou, ele chorou... Ficaram num abraço demorado.
Ela respondeu finalmente, prometo que vou tentar. Não, disse ele enquanto sorria desconcertado, ainda com as lágrimas a escorrerem pelo rosto moreno… com essa não escapas, tenta de novo. Ela sorriu nervosamente, respirou fundo, soltou mais uma lágrima, que ele apanhou com o polegar, ela voltou a respirar fundo e por fim, disse-lhe prometo. Prometes mesmo?? Ela baixa a cabeça novamente, ele segura-lhe o queixo por entre os dedos ergue lentamente o rosto dela, prometes mesmo, e ela sem conseguir desviar o olhar do dele, promete-lhe que vai dar uma oportunidade à sua própria felicidade…
Ele parou de dançar…abraçou-a mais uma vez. Beijou-a. Voltou a abraça-la. Amo-te. Lembra-te que um novo amor não impede que me guardes sempre dentro de ti e que me recordes sempre que precisares, sempre que te apetecer, desde que isso te faça sorrir em vez de chorar, desde que isso te dê coragem em vez de deixar-te sem vontade de viver. Posso não estar contigo fisicamente, mas estarei a sorrir em todas as tuas vitórias e estarei a abraçar-te quando te sentires menos tranquila.
Ela sentiu o ardor da despedida em cada uma daquelas palavras, em cada toque das mãos dele no seu rosto... em cada lágrima que caía dos olhos dele e eram tocadas pelos dedos dela, misturando-as assim com as suas próprias lágrimas. Duas dores profundas, sentidas como uma única.
As mãos deixaram de apertar-se e vagarosamente, no mesmo compasso ameno do vento, deixaram de tocar-se. Ele olhou-a mais uma vez, a última vez. Sorriu e virou-se. Caminhou em direcção ao escuro da noite sem olhar para trás, sem apressar o passo, sem dizer-lhe que todo aquele momento não passava de imaginação dela. Ele sabia que aquela era uma mera tentativa, desesperada, dela senti-lo perto de si… de dar uma oportunidade à despedida que nunca houve entre ambos… porque ele sabe que a dor de não dizer as palavras que nos ficam entaladas entre o coração e a garganta dói quase tanto quanto a dor de perder a pessoa que amamos… e apesar da dança, da promessa e da despedida ele voltará sempre, para protege-la e sussurrar-lhe ternurentamente durante o resto da sua vida o quanto a amou e o quanto ela o fez feliz.
Ele sabe que há amores que precisam desta vida e de mais uma para serem vividos.

Ela, confusa, dá por si com as mãos e braços vazios dele… sentada no mesmo banco de madeira, a observar o mesmo mar crespo, embalada pelo som das ondas que se relevam na dor de não tê-lo a seu lado, naquele banco, onde um dia prometeram viver o resto das suas vidas lado a lado, até serem bem velhinhos. Perdeu a noção do tempo… havia uma nova promessa a cumprir, mas não conseguia evitar as recordações… por mais gastas que estivessem por mais que doessem… sabia que teria de carrega-las pelo resto do sua vida, sempre e para sempre… teria de continuar a agarrar-se aquelas pedras do penhasco com as poucas forças que lhe restam até que um dia apareça alguém que lhe estenda a mão e suavemente a ajude a pôr-se de pé e a sair do penhasco… a pousar os pés descalços sobre a erva verde e macia, um pouco mais abaixo, onde as árvores dançam harmoniosamente ao sabor do vento enquanto que, penduradas nos seus ramos cintilam estrelas gordas que iluminam os rostos e a vida dos que por ali passam. Enchendo-lhes o coração de coragem para uma vida inteira de desafios e novas conquistas…
É tarde, ela precisa de regressar a casa e ver um pouco mais de cor no seu quarto e nos seus sonhos.

E ele, ele estará sempre entre as estrelas do céu dela, para que quando a noite cair ela não se sentir sozinha perante a escuridão dos seus pensamentos, das memórias e da eterna dor de perder alguém que se ama muito.
De 0 a 20: "Nem todos os que vagueiam andam perdidos..."... relembrem esta frase.

segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Para sempre!

Amigos... para muitos um mito, para mim uma doce realidade.
Esta foi uma das surpresas mais sinceras e carinhosas que me fizeram até hoje: Desabafos D´alma

A minha melhor amiga, é sem dúvida a melhor do mundo!
Joaninha, minha linda, não sei como agradecer o teu carinho e presença constante na minha vida, sei apenas sentir-me assim, derretida, deliciada e orgulhosa por saber-te minha amiga e por ter a meu lado, a pessoa-coragem/fantástica que és...
...por ter esta sorte maravilhosa de ser valorizada na minha simplicidade por alguém que também com a sua, sabe como fazer nascer, em mim, sorrisos sinceros e gigantescos!
Obrigada por tudo! És sem dúvida uma das pessoas mais importantes da minha vida! tu sabes linda!...
Gosto muitooo de ti! E quando regressares, espera-te um abraço assim, beeeemmm apertadinhooooooooooooo! Mas até lá, fico a torcer por ti para que tudo corra pelo melhor e que voltes bem tranquila, sorridente e com mais uma conquista em ti!

De 0 a 20: Tu transformas o meu mundinho num lugar muito mais colorido!

Brincar contigo, com a minha irmã, com o Filipe e com o Helder ao "rei manda" e ao "macaquinho chinês" pela madrugada dentro, à beira-mar foi, sem dúvida um momento único e por momentos sentimo-nos novamente crianças inocentes, com a única preocupação de soltar gargalhadas bem altas e sentir o peito menos apertadinho...durante aquelas horas fomos livres, soltas e felizes! Quando regressares voltamos a sorrir lado a lado... mas, da próxima vez, imitas mesmo uma galinha enquanto que dás saltos de tesoura, sua batoteiraaaa!!! ehehe

domingo, 14 de Junho de 2009

Promessas perdidas...

Isolada do resto do mundo, o seu olhar desdobra-se por entre aquelas vastas montanhas…
Ela fecha os olhos, deixa o ar fresco entrar lentamente dentro de si… por momentos pensa nele… sabe que não deve, mas não consegue evitar o encontro inesperado com a saudade
Ele está no vento que lhe faz dançar os caracóis, está nas pequenas flores brancas que a fazem sorrir, está na relva que lhe faz cócegas suaves nos pés descalços… é impossível não recordar o seu rosto ou a suavidade com que os seus braços a abraçavam…
Passadoooo! Gritam as vozes na sua cabeça… Ela sabe, está cansada de ouvir as vozes amigas a implorar-lhe que se liberte dele, que viva apenas o presente. Pedem-lhe de forma estridente que abra de novo o coração, dizem-lhe com toda a convicção do mundo que um grande amor esquece-se apenas com um novo grande amor… não a compreendem. Foram traídos, magoados, humilhados… foram abandonados pelas pessoas que amavam inocentemente.
Ela não. Ela foi amada até ao último segundo.
Viveu o que muitos procuram uma vida inteira e ainda assim não encontram, viveu o amor sincero, louco, simples, mágico e cúmplice de que tanto falam as histórias encantadas. Viveu o seu conto de fadas sem ser princesa, não precisou de flores brilhantes no cabelo para encontrar o príncipe, nem tão pouco das asas de borboleta para voar pelos campos de amores-perfeitos coloridos…
Olhos agora fixos no horizonte cor-de-laranja … a dor chora silenciosamente através dos seus olhos castanhos… o rosto fecha-se…
É a presença fugaz da saudade que mais a castiga…é a promessa de um regresso deixado em aberto que mais a tortura… ela chora por ele…ele chorou por ela.
Ela fica em silêncio, ele ficou em silêncio.
Ambos, calados, sofrem a maior dor do mundo, a de amar, ser amado e ainda assim, pela distância e pela urgência de resolver a vida de outra pessoa, param as suas. Ela recorda o momento em que ele pede-lhe que fique... e ela quer ficar...

Ele ajoelha-se, implora, chora, abraça-a…ela, sabendo que a vida de outra pessoa dependia inteiramente daquela decisão, chora, ajoelha-se com ele, implora-lhe que pare de chorar…sussurra-lhe carinhosamente por entre o sufoco do nó na garganta e dos soluços sofridos, que volta, explica-lhe desesperadamente a situação, promete-lhe voltar, só não sabe quando… ele compreende, ela chora ainda mais… ele chora ainda mais, sofrem um pouco mais assim, juntos, como se o corpo, o coração e o sofrimento fosse apenas um
Não se despediram, não se abraçaram pela última vez, não se beijaram pela última vez. Ele por entre lágrimas piscou-lhe o olho e disse “até logo”, ela, com o peso do mundo sobre os seus ombros, consegue apenas dizer ”amo-te” e ele completa…”para sempre”… caminham em direcções opostas, param, os seus olhares cruzam-se, prometem silenciosamente um reencontro. Ela entra no avião, ele entra no carro. Ele fica, ela percorre milhas. Algumas horas depois, um telefonema:
-(...)Quero envelhecer a teu lado…quero amar-te e proteger-te pela vida inteira…Deixas-me fazê-lo?? - Ela chora, ele chora, ela diz que sim, as palavras ficam mudas….
-Então…casas comigo??
-Podes ter a certeza que sim!…
-Volta depressa, eu também preciso que salves a minha vida…que me salves desta dor…
-…Eu volto, Prometo!…amo-te!
- Cumpres a tua promessa?…
-Cumpro e tu?
-…Podes apostar… nem que tenha de esperar esta vida e mais duas… o meu coração é teu!…
- Amo-te (…)

O sol já se pôs, ela acende um cigarro, limpa as lágrimas. Uma passa atrás da outra… aquela foi a última vez que conversaram.
Ela ligou, ele não atendeu. Voltou a ligar, ele continuou sem atender. Algumas horas depois, é acordada pela doce música que ele escolheu para o telemóvel dela…o seu nome aparece no ecrã, ela sorri, “já não era sem tempo…” do outro lado silêncio… choro… uma voz diferente, era a mãe dele…” acidente, carro, figueira…” ela deixa cair o telemóvel, senta-se na cama, aperta o peito, grita desesperadamente…

Não conseguiram cumprir a promessa
Limpa novamente as lágrimas…

Ela sorri, porque sabe que foi amada por alguém especial até ao último segundo. Viveu o que muitos procuram uma vida inteira e ainda assim não encontram, viveu o amor sincero, louco, simples, mágico e cúmplice de que tanto falam as histórias encantadas. Viveu o seu conto de fadas sem ser princesa, não precisou de flores brilhantes no cabelo para encontrar o príncipe, nem tão pouco das asas de borboleta para voar pelos campos de amores-perfeitos coloridos…
Olhos postos num horizonte agora mais escuro, a dor chora silenciosamente através dos seus olhos castanhos… o rosto fecha-se… ela vai ama-lo para sempre, mesmo que não dê mais voz à palavra guardará, para sempre em si, o sentimentos, as memórias e a promessa que um dia fizeram…

De 0 a 20: Pode ser que um dia volte a amar… Amanhã talvez…

sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Lentamente...

...Obedecendo ao destino dos ventos, o sorriso renasceu, floresceu lentamente... sem querer o passado, pensando apenas no presente...
O olhar está mais sereno, os gestos mais verdadeiros...
Dizem que é sempre mais fácil contemplar a beleza da vida sem o peso das malas nas mãos... aos poucos estou a conseguir libertar-me das toneladas que me prendiam os pés ao chão e estou a adorar cada novo passo...
Porque eu sou mais do que as palavras triste que por vezes aqui deixo e os meus dias não se resumem ao sofrimento desmedido de ter perdido um grande amor. A vida continua e eu aprendi a continuar com ela...



De o a 20: deliciosamente sorridente...

terça-feira, 9 de Junho de 2009

Serena...

Correu tudo bem! ;) as minhas expectativas eram um pouco diferentes do que me esperava, mas ainda assim e muito sinceramente, o dia foi PERFEITO.
Foi, sem dúvida, o início de uma nova caminhada, com novas energias, novos objectivos e um "respirar fundo" desafogado, livre e sem qualquer receio do que se avizinha!
Agora sim... acredito que, com calma e muita paciência, nossa e dos que nos rodeiam, as novas oportunidades chegam e o sorriso faz-se sentir até na esquina mais cinzentinha da nossa alma... porque compreendi, finalmente, que todos os onhos são possíveis de realizar, basta acreditarmos com muita força nas nossas capacidades e nunca desistirmos de nós mesmos! Hoje aprendi uma grande lição... e sim...hoje renasci!!

De 0 a 20: Com tanta ansiedade fiquei virada do avesso, estou exausta, mas confesso que a ideia de adormecer com este sorriso idiota e toda esta esperança dentro de mim, faz-me ter uma vontade imensa de abraçar-vos... Obrigada pelo carinho e por acreditarem em mim, mesmo antes de eu saber que também conseguia fazê-lo!... Que todos os vossos sonhos se realizem! ;)

segunda-feira, 8 de Junho de 2009

O dia decisivo...é amanhã!!...

Amanhã, talvez seja o dia mais importante da minha vida...
cruzem os dedinhos e façam figuinhas por mim...

Esta vai certamente ser a noite mais longa da minha vida... corre tempo, pela primeira imploro-te que corras o mais que possas...!
ás 9h45 de amanhã pode ser que a portinha para o meu sonho se abra! (depois conto como correu) ;)

De 0 a 20: N-E-R-V-O-S-A-A-A-A-A-A-A-A-A-A-A...

domingo, 7 de Junho de 2009

Caminhos cruzados...

…De pés descalços, ela dança, corre e tropeça nas pequenas pedras agudas que a vida vai deixando esquecidas ao longo daquele riacho…

De pele semi-nua e poros arrepiados sente o frio que os pés mergulhados em sentimentos inesperados lhe provocam…
Nunca gostou de caminhar calçada naquela montanha, mas também nunca gemeu as feridas provocadas por aquele chão rugoso. Contorce apenas o rosto, atrasa os passos, mas já não permite que a dor efémera trave a sua vontade de chegar àquele recanto escondido dos sonhos, situado entre a árvore do nada e a cascata da serenidade… porque ela sabe que é ali, naquela floresta encantada, que os seus caminhos se cruzam, e é ali, que ele a espera pacientemente sempre que a noite começa a cair…
O vento insufla-lhe o coração de vontade de dizer-se, sentir-se, sonhar-se… caminha mais depressa, contorna à árvore da esperança e lá está ele… descalço, sentado sobre a erva húmida, envolto no mesmo arco-íris de sempre… sorri de olhos fechados a sentir a sua chegada no mesmo compasso sereno das gotas que caem lentamente na gruta atrás de si.
Ela estaca por breves momentos, gosta de observá-lo dono da serenidade… aproxima-se vagarosamente… ele sente-lhe o cheiro, abre os olhos, e lá está ela à sua frente… guarda a doçura imensa nos olhos, e, nas mãos traz a saudade de abraça-lo.
Ele, sorriso completo, aproxima-a um pouco mais de si, abraça-a, sente o amor de ambos a bater em uníssono e sussurra-lhe então ternurentamente, “eu sabia que tu vinhas…Amo-te”…dão as mãos e deixam-se cair para trás… ficam deitados sobre a erva húmida, a adivinhar nas primeiras estrelas da noite recém-chegada, o próximo sonho em que vão reencontrar-se…
Deixam-se ficar ali… sonhadores dos seus próprios destinos...
Enquanto o resto do mundo dorme sobre si mesmo, eles conversam silenciosamente por entre olhares que se conhecem desde sempre… os sorrisos divididos em duas metades durante o dia, unem-se naquele momento chamado noite, com a única vontade de prolongar aquele amor mágico, que apenas em sonhos continua a ser vivido. Ficam um pouco mais, até que chegue o instante triste em que a lua e o sol trocam de lugar e as suas mãos largam-se penosamente. Mas podem sempre voltar, podem sempre prolongar aquele amor único, enquanto dentro dos seus corações continuar a existir a vontade inocente de um reencontro…

De o a 20:
As relações terminam, é certo, mas por vezes, e sem qualquer vontade nossa, damos-lhe, em sonhos mágicos, continuidade e acordamos um pouco mais sorridentes no dia seguinte, cheios de serenidade, com a incrível sensação de que as nossas almas estiveram realmente juntas num espaço encantador, onde o tempo por uma única vez deu passos lentos… e permitiu-nos estar de mãos-dadas com alguém que sentimos falta a cada segundo dos nossos dias. Não é só comigo que isto acontece, pois não?? ; )
E fica a vontade de sonhar mais um pouquinho a cada noite que passa, porque muito sinceramente, eu reciclo-me nos meus sonhos... vocês não?

terça-feira, 2 de Junho de 2009

Carta aberta...

Nunca dissemos “adeus”… Sentimo-lo apenas, durante aquelas últimas duas horas juntos, em silêncio

Sentimo-lo, naquele último piscar de olhos, com lágrimas presas a pequenas linhas finas e sorrisos tão doridos que não nos permitiram respirar...
Se tivéssemos pronunciado a palavra, se tivéssemos dado aquele último abraço, se as nossas mãos se tivessem apertado ainda que num toque sufocado, se o nosso último beijo tivesse sussurrado o sabor lento e desgostoso de um adeus… eu teria percebido… tu terias percebido… que “adeus” é uma palavra dolorosa e uma promessa, que apesar de transparente, é simplesmente demasiado difícil de cumprir
Terias percebido…eu teria percebido… que seria difícil adormecer, sem as leves cócegas, feitas pelos dedos de duas mãos diferentes no rosto um do outro, enquanto conversávamos apenas com o olhar; que sem os meus passos ao lado dos teus, ou sem os teus ao lado dos meus ficaria difícil sair do lugar onde nos despedimos; que o meu abraço iria fazer-te falta nos momentos certos e que te sentirias perdido; que o teu colo iria fazer-me falta nos momentos certos e que me sentiria perdida; que os nossos sonhos lado a lado voavam mais alto e separados deixariam de existir; que juntos somos verdadeiros para com as nossas almas e distantes um do outro somos apenas pequenos reflexos da grandeza que há em nós…
Eu teria percebido…tu terias percebido que não seríamos capazes de voltar a amar outras pessoas, por maior que fosse a vontade, pois os nossos corações sairiam de nós e iriam ficar para sempre juntos a pairar sobre o rio Mondego ao sabor do vento, alheios às vontades de dois corpos ausentes um do outro…
Se tivéssemos pronunciado a palavra, se tivéssemos dado aquele último abraço, se as nossas mãos se tivessem apertado ainda que num adeus sufocado, se o nosso último beijo tivesse sussurrado o sabor lento e desgostoso de um adeus… eu teria percebido… tu terias percebido, que “adeus” é uma palavra dolorosa e uma promessa, que apesar de transparente, é simplesmente demasiado difícil de cumprir…
Mas não dissemos adeus, apenas o sentimos num piscar de olhos…e eu ainda consigo ver-nos, no aeroporto, a olhar-nos, abraçados, com a certeza de que eu não quero partir e de que tu não queres ficar...
Despedimo-nos uma e outra vez, tentamos caminhar em direcções opostas, mas voltamos para trás… abraçamo-nos mais uma vez, pegas pela minha mão e dizes-me baixinho “vamos para casa, vamos construir lentamente a nossa felicidade juntos…”
Mas não dissemos adeus, apenas o sentimos num piscar de olhos e o "adeus", que ficou por dizer, esse, fica a dilacerar-nos as almas até ao fim das nossas vidas.
...Amo-te…ainda não sou capaz de dizer-te “adeus”

De 0 a 20: Os “se´s” das nossas vidas são demasiados e em tons estranhos de identificar, mas ainda assim eles existem... em mim, em ti e em todos os momentos, em que, apesar de distantes recordamos o eco dos passos dados na mesma direcção...
Não estou presa a ti, nem ao passado, porque esse, muito len-ta-men-te começa a descolar-se de mim!
Não lamento a minha decisão, porque ambos sabemos que não havia outra alternativa… mas esquecer-te… nunca! Relembrar sim… estás tão em mim…isso faz-me sorrir, agradecer por ter feito parte da tua vida e sorrir por ter vivido momentos tão mágicos a teu lado… compreendo por fim, que, por vezes os “ses” mostram-nos novos caminhos e estou a começar a gostar deste que começo a trilhar… Ainda não consigo dizer “adeus”, mas “até um dia” sim, com todo o carinho e serenidade…
Até um dia, menino dos olhos bonitos...

domingo, 31 de Maio de 2009

Labirintos de sílabas...

Um cansaço enorme...
Talvez seja um pouco de tristeza aguda...
Aprender a calar os meus silêncios, quando me exigem respostas gritantes e apressadas, deixa-me triste...
Só queria que percebessem que as minhas melhores respostas são dadas em silêncio. Porque eu sou assim, uma alma silenciosa.
Manter diálogos com determinadas pessoas faz-me sentir que caminho de costas e apressadamente, enquanto tento reconhecer labirintos de sílabas complexas...
Cada vez mais me convenço que os meus melhores diálogos são com os meus pensamentos....

De 0 a 20: "Logo passa"...eu sei...mas enquanto sinto, vai doendo...

terça-feira, 26 de Maio de 2009

Apenas eco...

O eco dos teus passos ainda acorda as saudades das memórias desbotadas que ficaram de ti… acorda as palavras com que me embalaste ao longo de vários anos… as promessas que fizeste de lugares onde não estou, nem estamos...
No fundo, sempre pensei que a saudade acabava por escapar-nos por entre os dedos, como acontece com todos os outros sentimentos…que nos fugia, como fogem por vezes os nossos cães e gatos…mas não, a saudade não escapa por entre os dedos, nem tão pouco nos foge como gostaríamos… e passamos a carrega-la em todos os nossos gestos, em cada lento piscar de olhos…A saudade nunca vai desaparecer e vamos sempre sentir a falta de alguém como se fosse a nossa própria pele… e por mais que doa ela irá permanecer, porque será sempre o consciente da nossa consicência… a cicatriz que nos relembra de que a ferida foi causada por algo bem real…
As saudades atropelam-me, enchem todas as divisões, intoxicam o oxigénio e pergunto-me…”onde estavas tu na sombra do Universo?” Porque gastei lá a minha vida e não te vi… e agora restam-me apenas as saudades e as memórias já desbotadas…
De 0 a 20: A minha alma ficou agarrada aos teu poros, mas não é ela que procuro...és tu!!

sábado, 23 de Maio de 2009

Desafio do Teórico

Este desafio veio do Teoria do Absurdo, obrigada Teórico :)

As regras:
1. Colocar o link de quem te indicou pro meme.
2. Escrever estas 5 regras antes do seu meme pra deixar a brincadeira mais clara.
3. Contar os 6 factos aleatórios sobre você.
4. Indicar 6 blogueiros pra continuar a brincadeira.
5. Avisar para esses blogueiros que eles foram indicados.
Seis Factos sobre mim: ( e não vale gozar ehehe)
*- Tenho uma imensa fobia a aranhas e respectivas teias...eu sei, já não é bem novidade, mas vale sempre a pena salientar ;) ;
*-Tive um acidente de mota a alguns meses, foi mto feio e acabei por ganhar mais do que algumas nódoas negras e cicatrizes feias... ganhei um medo imenso à loucura dos outros...desde então ando a tentar fazer as pazes com a minha "menina azul" e o meu novo lema é "todos têm prioridade na estrada, menos eu..."...pois é, como diz o velho ditado: "mais vale prevenir..."
*-Já usei botas ortopédicas (durante 5 anos) e juro que odiava mais que tudo aqueles monstrinhos azuis;
*-No joelho direito tenho uma cicatriz horrorosa, levei 22 pontos por três vezes, em apenas duas semanas, ,portanto, acho que conseguem imaginar o resultado... mas faz parte de mim e não tenho problemas em usar saias ;)
*-Odeio leite, só mesmo no café ou com uma boa dose de Coqui (chocolate).
*-Adoro o bolo de chocolate extra achocolatado que o Helder (Dreamer) faz...apenas o dele :D se quiserem a receita penso que é negociável ehehe

E repasso a todos os meus pequenos refúgios ;) ali ao lado na coluna da direita, porque para mim valem todos mais que ouro ;)

Guarda-sentimentos...

A chave está debaixo do tapete...mas sinceramente, preferia que não entrasses...



De 0 a 20: silenciosa...por vezes a força dos pingos sentimentais assustam e teimo em abrir o "guarda-sentimentos" e evitar que me toquem a pele... mania de fugir ás boas sensações...será que há antídoto??
Sussuro: Bom fim-de-semana*

terça-feira, 19 de Maio de 2009

Reciclar sentimentos...

Por mais estranho que pareça, hoje apetece-me reciclar sentimentos que estão rasgados e remendados de um lado ao outro... sinto esta enorme necessidade de separa-los em diferentes vidrinhos coloridos para não confundir mais a dor que vive em mim...
Vou esvaziar as gavetas da alma, limpar o pó ás velhas recordações, abrir-lhe as janelas e deixar o sol entrar... porque sei que reciclando sentimentos sou capaz de me reencontrar por entre rascunhos rasurados que fui amontoando no chão de mim mesma...

De 0 a 20: Porque quando não limpamos a alma ela fica assim ...cheia de estilhaços de dores que o tempo trouxe mas não levou...!